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© 2020 por PITÚ

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Madrid | España | Brasil

BIOGRAFIA

PITÚ – o nome veio do camarão, não da cachaça. O tio que lhe deu o apelido também contribuiu na formação de seu DNA musical. Não só ele, mas também outros tios, os pais, os primos, o rádio e a TV.

     A infância de qualquer criança do interior de SP nos anos 90 passaria, invariavelmente, por essas influências. Se pensarmos que a música tocada nessa época ia de Chitãozinho e Xororó a Guns n’ Roses, fica mais fácil entender como Pitu pôde absorver tantos elementos distintos.

     Em 94 começou a aprender violão e em 96 passou pra guitarra, embora quisesse, na verdade, ser baterista. Não conseguia conceber a ideia de tocar um ou outro instrumento sem cantar ao mesmo tempo. E em 2000, passando pela confusão adolescente da mudança de voz, foi fazer aulas de canto pra conseguir cantar as notas baixas que até então não soavam.

     Mais ou menos nessa mesma época também surgiram a troca de experiências musicais com os amigos, a internet e aquele que viria a ser seu trabalho pelos próximos anos: se apresentar em bares.

     A estrutura deste tipo de atividade foi ajudando a formar repertório, ampliando (ainda mais) os horizontes e ensinando música na prática. A troca com outros músicos e a curiosidade foi fazendo com que o foco do interesse fosse migrando do rock dos anos 70 e 90 para a música brasileira, sua harmonia e sua riqueza rítmica.

     Depois de se apresentar em um sem número de casas pelo interior de SP (região de Ribeirão Preto) e no norte do Paraná (Londrina), ingressou no curso de Licenciatura em Educação Musical, da UNESP, onde esteve de 2007 a 2012 e, mais uma vez, travou contato com N expressões musicais diferentes, como o jazz e o soul (que foi descobrindo pelas noites paulistanas).

     Desde então em São Paulo, seguiu se apresentando em bares e eventos e com um repertório cada vez mais amplo e variado.

     Como a música é uma deusa muito generosa, uma coisa não excluiu a outra, e todos esses ingredientes foram ocupando um mesmo espaço. E é essa a tônica de seu trabalho como compositor: usar de tudo que já lhe chegou aos ouvidos para criar sua síntese. A profundidade das melodias do Milton Nascimento e do Stevie Wonder, o clima dos discos do Pink Floyd, as harmonias da bossa nova, o balanço de Jorge Ben, a aridez de Zé Ramalho, a energia do Pearl Jam e a objetividade do discurso do Raul Seixas.

     Entre 2015 e 2016, compôs, arranjou, gravou (todos os instrumentos) e mixou seu primeiro disco autoral “O tempo das coisas”. Cujo show de lançamento renderia a parceria com Guilherme Granato ((guitarra), Alexandre Castro (bateria) e Mauricio Biazzi (contrabaixo), com quem viria a gravar, em 2016, o EP "Coral".

     Em 2017 se mudou para Madri, onde tem se dedicado à divulgação de seu trabalho e da música brasileira, buscando também mostrar ao novo público algo além do samba e da bossa nova. Desde então, esteve em importantes eventos e lugares da capital espanhola, como as Festas Populares de Lavapies, o mítico Café Berlin, a Casa de América, Matadero e a emblemática Biblioteca de la Casa de las Conchas, em Salamanca.

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